quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Estilo Vintage na Cozinha - Bolos

Cada vez mais, “vintage” é tendência, até nos bolos, nas bolachas, cookie-pops, cake-pops e em festas temáticas. Mas a questão impõe-se: de que estamos a falar quando organizamos uma festa vintage ou queremos fazer um bolo vintage?

Vintage (do francês antigo vendenge - que deriva da palavra latina vindemia) ou colheita refere-se ao vinho produzido com uvas colhidas em determinado ano em que as condições climáticas de produção e outros fatores determinaram que esse vinho tivesse uma qualidade excepcional.

A sua origem vem de uma expressão inglesa registada pela primeira vez em 1450 com o sentido de “colheita de uma vinha”. Em 1746 passou a significar “ano em que foi feito um vinho”. Mas em linguagem geral, agora significa “algo antigo e bom”, “um clássico”. Denominam-se também “vintage” os vinhos do Porto mais especiais que se caracterizam por terem a capacidade de envelhecer dentro da garrafa, sendo um vinho do Porto não filtrado que ganha sabores muito especiais com o passar dos anos.
O termo “vintage” foi acolhido também no mundo da moda para designar peças que marcam uma época, como roupas ou acessórios.
Para uma peça de roupa ser de facto considerada “Vintage”, tem que ter pelo menos 20 anos de idade, ser testemunha de um estilo próprio ou estilista, não ter sofrido nenhuma transformação, representar uma época da moda e estar em bom estado. (Cajon de Sastre).
No entanto, caiu muito na linguagem comum do dia-a-dia e banalizou-se um pouco o sentido de “vintage” sendo aceite, pela generalidade do público consumidor, nos dias que correm que roupa “vintage” é uma roupa de outras épocas com características distintivas concretas de uma determinada era. Melhor datando, pode ser roupa entre os anos 20 e os anos 80, sendo que a roupa anterior já é classificada como antiguidade e a posterior como em 2a mão.

Na cozinha e nos bolos também não é consensual sobre o que falamos quando nos referimos a bolos vintage ou receitas vintage, mas deveríamos guiar-nos pelos mesmo critérios. Certo é que a multiplicidade de bolos, receitas e utensílios que encontramos com a classificação de vintage nos fazem crer que por vezes nem os próprios sabem de que estamos a falar... é sempre preferível deixar que seja o próprio cliente a explicar o que entende por algo“vintage” e se possível deixar exemplos de padrões ou ideias que pretende ver implementadas no bolo ou nas bolachas e restantes acessórios, na decoração, etc.
Nos bolos, o mais usualmente classificado como “vintage”, são padrões em tons pastel, as florzinhas e mesmo as pintinhas, as pérolas, as rosas, mas também há quem veja na inpiração art-decó um estilo “vintage”. Exemplos de bolos classificados como “vintage”que encontrámos foram:




Independentemente do critério, o que um artigo “vintage” não pode deixar de ter é um significado – algo que faça com que o consumidor se apaixone e consiga justificar o fato de pagar o dobro do valor que pagaria por uma peça actual. Aí temos o consenso! Algo atractivo, apetitoso e que leva a uma compra mais afectiva e apaixonada do que racional.

Façam dos vossos bolos “vintage” o que fizerem estes têm que produzir no cliente aquela expressão de espanto e encanto que só um “vintage” desperta!

Happy Baking!

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