quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Onde canta o Rouxinol?‏

Dos Açores, chega-nos o som deste Rouxinol! Deliciem-se e conheçam quem canta assim...



Quem é O ROUXINOL? 

Sou a Sofia, Educadora de Infância, e trabalho com meninos a partir dos 4 meses até aos 3 anitos. Tenho 27 anos e sou dos Açores, da ilha de São Miguel. Adoro a minha profissão, sempre fui apaixonada pela cozinha, mas descobri ainda que recentemente esta grande paixão pela decoração de bolos.

Como chegou até ao mundo dos bolos?
Ainda com 17 anos fui para a Universidade e comigo levava um livro de receitas. Esse livro ensinava-me a fazer uma sopa, bifinhos com natas, ovos recheados e um delicioso arroz de tomate, entre muitas outras coisas. Foi através dele que comecei a tomar aquele gostinho pela cozinha e com que nunca mais parasse de procurar em revistas, livros e blogs novas receitas tendencialmente aprimoradas com mistura de sabores e ingredientes. Aos poucos fui-me aventurando e tudo começou com um bolinho que fiz para dia do pai decorado com pasta de açúcar e desde aí nunca mais parei, adorei a experiencia!

Porquê o nome ONDE CANTA O ROUXINOL?
O nome surgiu do meu próprio nome, ou seja, tenho Rouxinol no meu nome e sendo este um nome que acompanha a minha família em algumas gerações, achei que queria fazer permanecê-lo de outra forma. Sempre que visualizava um rouxinol, imaginava-o a cantar com uma grande satisfação e felicidade e claro, onde me sinto realmente feliz e realizada é na cozinha daí o nome: Onde Canta O Rouxinol.

Qual o pedido mais estranho que alguma vez lhe fizeram para um bolo?
Bem…penso que foi um mexicano deitado em cima de uma cenoura!!! Porque, que relação há entre uma coisa e outra? Mas como todos os bolos tem uma história este também teve…os amigos do aniversariante estavam constantemente a dizer ele iria para o Canadá apanhar cenouras e que os mexicanos iam mandar nele...um pouco estranho mas foi essa a história.

O que mais gosta de fazer nesta área?
O que gosto mais de fazer…difícil…adoro bolos de casamento!!! De planeá-los, desenhá-los e ver o produto final! Ah!e a cara da noiva ao ver o bolo…os olhos brilham. E claro, bolos para bebés que acho um mimo.

Qual as maiores dificuldades que sentiu ao longo dos tempos no cake design?
Uma das dificuldades…deitar tarde, enfrentar uma longa noite de açúcar! Não estava nada habituada, mas amigos e família não me largam, todos querem um bolo feito por mim e já não dispensam uma festa sem terem um. Ao contrário de muitas outras pessoas que encontraram esta atividade para colmatar alguma reviravolta nas suas vidas, eu felizmente sempre tive o meu trabalho, mas confesso que não é nada fácil conseguir conciliar as duas coisas, mas agora difícil será parar.

Quais as maiores alegrias?
As maiores alegrias que esta arte me traz é sem dúvida ver a cara de uma criança quando vê no seu bolo aquilo que mais gosta, ultrapassa todas as poucas horas de sono e de extremo cansaço.

Se tivesse que escolher um bolo especial dos que já fez, qual destacaria? E qual a história por detrás desse bolo?
Um bolo especial foi sem dúvida o meu segundo bolo em pasta de açúcar. Foi para o meu marido onde fiz a minha primeira figura modelada e ai tive a certeza que tinha descoberto uma nova fase na minha vida. Demorei imenso tempo a fazer as modelagens e guardei-asainda por mais tempo.

Tem um instrumento preferido?
Não passo sem duas coisas, boleador, não sei porquê mas adoro bolear, e a minha boneca com amido…cá a humidade é a nossa pior inimiga (sim há dias com 100% de humidade) , não utilizamos açúcar impalpável, precisamos muito de amido senão é impossível trabalharmos com a pasta de açúcar, pois a humidade deixa-nos a pasta muito pegajosa.

Na cozinha não passava sem...
Na cozinha não passo sem avental ah…e marido...não consigo trabalhar sem eles, são os dois a chave para o sucesso.

Sente diferenças por não estar em Portugal continental? Quais?
Quem está em Portugal Continental não se apercebe como a nossa evolução nesta área do cake design pode ser dificultada. Estamos muito limitados relativamente a cursos, workshops, eventos de cake design…para isso temos que nos deslocar, pagar passagens, estadia, é mesmo muito complidado. Até há bem pouco tempo é que abriu cá uma loja especializada na área, Bolinhos d’Avó, que agora traz até nós diversos materiais e nos proporciona workshops, mas até à data era difícil quando queríamos adquirir material diferente, tirar duvidas, etc… Para além disto, muitas pessoas ainda não estão cientes que estes bolos não são apenas bolos decorados mas sim uma arte 100% comestível e que não se fazem do dia para a noite como muitas pessoas pensam. É um trabalho que exige muita pesquisa, dedicação e uma entrega total para que o resultado seja o esperado, mas penso que, aos poucos, por cá as mentalidades vão-se alterando e acredito que o cake design será devidamente valorizado.

Como descreveria o cake design na zona onde se encontra e de que forma é que o público reage às suas obras?
Contudo e apesar de algumas dificuldades por morar num meio mais pequeno e mais isolado, todos me tem apoiado, valorizado e elogiado muito o meu trabalho, e é realmente isto que me faz querer crescer muito mais neste mundo tão doce que é o cake design.

Obrigada Sofia pela entrega com que nos presenteou nas suas respostas! Desejamos-lhe todo o sucesso!




Happy Baking!

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