quinta-feira, 3 de julho de 2014

As formações, os workshops, as demonstrações e a internet

Tem surgido a pergunta sobre quais são exactamente as diferenças entre os 4 e hoje resolvemos clarificar um pouco os conceitos, para que nos entendamos sobre o que andamos a fazer e a pagar ou não.








A formação é, por definição, a actividade de desenvolvimento de uma aprendizagem, e é contínua ao longo da vida. Em sentido lato abrange os workshops e as demonstrações. A distinção no Cake Design (falaremos apenas desta área em especial) está relacionada essencialmente com o tipo de certificação que é conferida no final de cada uma, bem como o tipo de intervenção que os participantes têm.


As formações não dão grau académico nem pretendem dar. O que dão são certificados de participação, que enriquecem curriculum e são uma mais-valia pessoal e profissional.

Até há bem pouco tempo, não existiam quaisquer cursos próprios de Cake Design acreditados junto da DGERT (entidade que tutela este tipo de credencial), neste momento existem já pelo menos 2 formações acreditadas e que garantem aos formandos os certificados credenciados.


Nestes cursos, além dos custos, para garantir que se obtém o que se pretende, o que aconselhamos é pedirem sempre o projecto pedagógico específico do curso, para o analisarem e compreenderem a extensão da formação, a sua estrutura interna e os objectivos a que se propõe. É também importante avaliar o tipo de materiais incluído no pacote ou aqueles que terá que adquirir, para que não haja surpresas mais à frente. A ideia de formações destas será sempre semelhante às dos cursos profissionais: a de integração e aproximação ao mundo profissional, valorizando o desenvolvimento do exercício de competências para o desempenho qualificado da profissão. Em geral, funcionam por módulos e têm um mínimo de horas já considerável.
Distintos são os workshops de que tanto se fala: um workshop é por definição uma reunião de um grupo de pessoas interessadas num determinado assunto ou actividade, onde se valoriza a troca de ideias, a demonstração e aplicação de técnicas e habilidades. A pessoa que vai participar de um workshop, pretende aprender algumas coisas (muitas vezes práticas) sobre o assunto abordado. Aqui não é exigível qualquer certificação, não se baseia em nenhuma acreditação, mas sim, a experiência de quem lidera o workshop. No cake design, mais especificamente, pretende-se com os workshops que as pessoas experimentem técnicas, sintam as dificuldades e as ultrapassem, segundo a forma do artista que lidera a reunião. Existem workshops generalistas e workshops temáticos. Para uma escolha esclarecida, aconselhamos a que comparem preços, peçam uma descrição do que será a ordem de trabalhos, quais os materiais incluídos e, muito importante, indaguem quem estará a conduzir o workshop. Há workshops que valem mais pelo artista que estará a liderar, e outros que valerão mais pelo tipo de ensinamentos a que se propõem. Importantíssimo é ter consciência de que o certificado que se obtém é de participação. Ainda assim, qualquer workshop é sempre uma oportunidade de aprendizagem e de aquisição e valorização de competências.
As demonstrações são a última categoria que nos propusemos abordar: tratam-se de lições práticas ou experimentais. Na origem, demonstração vem da matemática e filosoficamente falando é  o raciocínio pelo qual se estabelece a verdade de uma proposição: a demonstração de um teorema. Ora no Cake Design, o que se pretende é mostrar como se consegue um certo resultado: um boneco, uma peça, um bolo. A demonstração é por excelência unilateral: quem está a demonstrar vai trabalhando, vai modelando e a outra parte, o público, assiste, mas não participa.
Regra geral são gratuitas e permitem que se vejam óptimos artistas a trabalhar, se troquem algumas impressões, se aprendam alguns truques, técnicas, se troquem ideias, mas não se põe “as mãos na massa”, por assim dizer. Apesar de ser um acto em si generoso de quem demonstra, não se obtêm os mesmos resultados dos workshops nem das formações. Mas também não é isso que se pretende. Aconselhável a todos, as demonstrações não garantem qualquer grau ou certificado, e não substituem as formações de outro tipo. Mas garantem tempo bem passado e a certeza de que irão mais sabedores para casa.
A Internet, sendo a maior fonte de aprendizagem dos dias de hoje, também não substitui nenhum dos anteriores, apenas permite que assistam a demonstrações de outros artistas… dificilmente se conseguirá alcançar o mesmo resultado, porque cada artista é único, e isso deve estar sempre presente na mente de quem consulta a internet. Será exclusivamente com base na tentativa/erro que caminharão. Por vezes o que temos assistido é que mais tarde se apercebem de que com a troca de ideias disponível em qualquer workshop, teriam evitado inúmeros erros e muitas guerras de nervos.
Dito isto, sabemos e temos a consciência que muitos são os que querem e não podem… nesse caso há todo o mérito no estudo, que terá sempre que ser muito, e é autodidacta.
Porque autodidactas somos todos, na nossa própria vida.
Divirtam-se!
Happy Baking!


1 comentário:

  1. Boa noite! Tenho seguido o seu blogue e posso dizer que gosto imenso dos temas abordados. Vou continuar a seguir... Obrigada pelas dicas e muito sucesso!! Bjinho

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